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Artigos de divulgação científica
Paisagens Sonoras Subaquáticas e Coros de Peixes
Quando pensamos em um ambiente natural, normalmente o fazemos por meio de imagens — florestas, rios, montanhas. Mas a percepção de um lugar vai muito além do que vemos. Uma paisagem não estaria completa sem o cheiro da vegetação, a sensação do vento e, sobretudo, os sons que a compõem. Essa dimensão sonora, formada por elementos biológicos, geofísicos e humanos, é chamada de paisagem sonora. Ao fecharmos os olhos e deixarmos o ouvido dominar a experiência, percebemos uma riqueza de sons surpreendente. Em ambientes naturais, essa diversidade acústica é mais intensa e reveladora.
Corais-sol demonstram alta capacidade de regeneração em área protegida de Alcatrazes
Duas espécies de corais exóticos invasores, Tubastraea coccinea e Tubastraea tagusensis, popularmente conhecidos como corais-sol, se espalharam por vários pontos entre Ceará e Santa Catarina desde sua introdução acidental na década de 1980. Originárias do oceano Indo-Pacífico, essas espécies provavelmente chegaram ao Brasil aderidas a estruturas metálicas de plataformas de petróleo, deslocadas entre bacias petrolíferas.
Maré Vermelha no Litoral Norte de SP em janeiro de 2025 - PARTE 1
O litoral norte de São Paulo, durante os meses de primavera e verão, pode receber águas bem frias, que têm origem em processos conhecidos como ressurgências costeiras. A ressurgência é o resultado da ação dos ventos e correntes que trazem águas distantes e profundas em direção à superfície e à costa. Além de frias, o que às vezes surpreende quem nada ou mergulha num dia quente de verão, essas águas são ricas em nutrientes e estimulam o crescimento de microalgas marinhas que, assim como as plantas terrestres, realizam fotossíntese. Nesse verão de 2025, a presença de águas frias no litoral norte de São Paulo foi, de fato, notada em alguns locais. Porém, ainda mais surpreendente, foi o aparecimento de extensas manchas vermelhas no mar, conhecidas popularmente como “marés vermelhas”. As marés vermelhas ocorrem quando há um acúmulo elevado de microalgas pigmentadas, alterando a cor da água. A fonte dessa coloração é o conjunto de pigmentos que esses organismos possuem nos cloroplastos dentro das células, que facilitam a absorção de luz para realizar a fotossíntese.
Conheça o PACE: novo satélite auxiliará nos estudos sobre as mudanças climáticas no oceano
Mudanças climáticas, satélites e as cores do oceano
Nos últimos anos, temos vivenciado e acompanhado relatos sobre as mudanças climáticas em decorrência do aquecimento do planeta. Eventos de inundações, secas, deslizamentos de terra, queimadas e ondas de calor, por exemplo, têm se tornado cada vez mais frequentes e intensos. Embora seja mais fácil notarmos essas mudanças em terra, onde vivemos, o oceano, que cobre cerca de 70% da superfície do nosso planeta, também está sendo afetado. Em decorrência das mudanças climáticas, atualmente é possível detectar uma crescente elevação do nível do mar, alterações na circulação oceânica, aumentos na temperatura do oceano e acidificação de suas águas. Em especial, estima-se que o oceano armazene cerca de 90% do calor retido na Terra devido ao excesso de gases do efeito estufa! Essa realidade traz grandes desafios para a humanidade devido ao papel fundamental do oceano na provisão de alimentos e matérias-primas, no comércio marítimo e na regulação do clima.
Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo, é vencedor de prêmio e se junta à rede global Hope Spot
Localizado próximo à costa de São Paulo, o Arquipélago dos Alcatrazes é um santuário de vida, tanto acima quanto abaixo das águas. Suas águas abrigam vastos jardins de corais que se estendem sobre costas rochosas. O arquipélago é protegido por duas áreas marinhas protegidas (AMPs) onde a pesca é proibida, salvaguardando mais de 1.300 espécies marinhas e terrestres, das quais 20 são endêmicas.
Deu branco no cérebro: doença atinge o coral-cérebro Mussismilia hispida no Arquipélago de Alcatrazes
O Brasil possui uma das maiores extensões costeiras do mundo, com mais de 8.000 km de litoral. Nessa vasta extensão, encontram-se diversos ecossistemas marinhos, incluindo os recifes de corais, caracterizados por uma rica diversidade de espécies, abrigando cerca de 25% da biodiversidade marinha! Embora no Brasil existam poucas espécies de corais recifais, com apenas 16 espécies identificadas, a maioria delas é endêmica, ou seja, exclusiva de nossas águas.
Atividade educativa realizada em escola municipal de São Sebastião/SP pelo CEBIMar/USP e ICMBio/Alcatrazes aborda a problemática das invasões biológicas marinhas
É comum o CEBIMar/USP receber escolas durante o ano letivo para realizar visitas monitoradas sobre os organismos e ambientes marinhos, além do público geral durante os meses das férias escolares. Entretanto, no mês de abril, foi a escola E.M. Prof Maria Francisca Santana de Moura Tavolaro, localizada no bairro Pontal da Cruz, no município de São Sebastião/SP, que recebeu uma equipe composta por sete pessoas do CEBIMar e do ICMBio/Alcatrazes. A atividade foi um marco importante para o encerramento do primeiro bimestre, ao longo do qual o tema “Oceano” foi trabalhado na escola de forma transversal, ou seja, abordado em diferentes matérias.
Uma bolacha para dois: o papel das bolachas-do-mar na vida amorosa dos caranguejos-ervilha
Em ambientes marinhos, algumas populações de organismos se distribuem de forma desigual, ocupando habitats fragmentados conhecidos como manchas de habitat. Estes locais oferecem recursos essenciais, como comida e abrigo, levando os indivíduos a se agruparem e formarem populações locais. Em uma escala maior, essas populações mantêm uma estrutura consistente ao longo do tempo, graças à dispersão de indivíduos que possibilitam a conexão entre as diversas manchas habitadas. A conexão entre as manchas pode diminuir a competição entre os indivíduos de manchas mais populosas e prevenir que a densidade populacional caia a níveis críticos em populações periféricas.
Fitoplâncton: os super-heróis dos mares
“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Essa é uma frase bem conhecida do mundo dos super-heróis e, cá entre nós, um conselho de vida para lá de bom. Ao ter contato com histórias como as que incorporam essa frase, hoje globalizadas e finalmente inclusivas, somos transportados para uma dimensão na qual imaginamos que todos nós somos capazes de ações heroicas que podem mudar o mundo.
Os oceanos do nosso planeta estão povoados de super-heróis, que apesar de serem difíceis de ver, por serem microscópicos, têm enormes poderes e responsabilidades. O plâncton é uma comunidade de organismos muito diversa, e utilizando o poder da fotossíntese, uma parte deles - o fitoplâncton - se torna responsável por manter vivos os outros seres do oceano. Dizemos que organismos que fazem fotossíntese (autotróficos) formam a base da cadeia alimentar, o que significa que são utilizados como alimento por aqueles que não têm esse poder (heterotróficos). Como os oceanos cobrem 70% da superfície da Terra, a responsabilidade é grande. Além disso, acúmulos de plâncton acontecem frequentemente (as chamadas florações de microalgas), acarretando impactos ecológicos e econômicos por vezes significativos.
Natureza como Inspiração: A surpreendente eficiência da natação das medusas
Estudos sobre a mecânica da natação de águas-vivas (medusas) têm revelado informações importantes sobre a propulsão animal e servido de inspiração para engenheiros na construção de robôs aquáticos que mimetizam esses mecanismos. Em experimentos utilizando câmeras capazes de filmar em “super câmera lenta”, foram analisados padrões de natação de espécies de águas-vivas provenientes de diversas regiões do mundo, algumas delas registradas pela primeira vez (Fig. 1).






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